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Tecnologia oncológica mais acessível ao SUS

Postado em: 15 de abril, 2014

A fábrica de produtos médico-hospitalares BMR Medical, multinacional brasileira, que será instalada ainda neste semestre em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, tem entre os seus objetivos tornar os produtos de tratamento da oncologia mais acessíveis para o Sistema Único de Saúde.

A unidade fabril funcionará no espaço de 6 mil m², do total de 37 mil m² disponíveis, com investimento inicial de R$ 50 milhões. A produção terá início após a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“O nosso foco está em nacionalizar produtos de alta qualidade, tornando a tecnologia mais acessível aos médicos e hospitais para melhorar qualidade de vida dos pacientes do sistema privado e do sistema único de saúde”, afirma o CEO da BMR Medical, Rafael Martinelli de Oliveira.

Segundo ele, mesmo considerando o alto investimento na fábrica, o fato de a empresa deixar de ser importadora oferece maior perspectiva e segurança para o seu crescimento. “Com a nacionalização do pátio fabril não ficaremos tão suscetíveis à variação cambial. Este será o nosso diferencial para crescer”, pontua o Oliveira.

O empreendimento terá capacidade para atender a demanda de produtos de 100 mil pacientes por mês. E, com a produção, a BMR vai aumentar em 400% o volume de artigos comercializados.

“No padrão importação/venda, conseguimos atender 20 mil pacientes por mês. Agora, com a linha de produção dedicada a todos os modelos de dispositivos de acesso vascular, infusores e agulhas para biópsia, o volume de atendimento irá subir para 100 mil pacientes mensais” explica Oliveira.

Com um mix de 250 produtos, a unidade brasileira será responsável, primeiramente, pela produção dos dispositivos para acesso vascular, infusores para quimioterapia e agulhas de biopsia. A empresa pretende nacionalizar 70% dos produtos que hoje são importados dos EUA, Alemanha e Coreia do Sul.

Segundo a Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos) atualmente o segmento da área médica movimenta US$ 5 bilhões por ano, destes US$ 3,7 bilhões referem se às importações.

 Oncologia no Brasil

As novas regras do Ministério da Saúde determinam que o paciente seja atendido em no máximo 60 dias, após o diagnóstico do câncer. Em contrapartida, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que o Brasil terá, até 2020, cerca de 500 mil novos casos.

“O Brasil tem muita carência de tecnologia na área oncológica. Em comparação com os EUA, apenas um terço dos pacientes conseguem ter acesso aos produtos de ponta, tal como os cateteres totalmente implantáveis, que, além de melhorar a qualidade de vida, asseguram um tratamento sem tanta dor e desconforto”, afirma.

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